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Yonami Official Comics
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Karmen Kay

✒️🇬🇧🇺🇸

I must confess that, in addition to Leona herself, who despite not having undergone major changes in her personality, Karmen was one of the characters who underwent the most changes, both in her appearance and in her story and personality.

Initially, Karmen was supposed to be an orphan girl who killed all the children in the orphanage where she lived in a fire due to a split personality disorder she manifested, in which one person is a shy, sweet and calm young woman while the other is a restless, paranoid and cruel person. The consequences of this psychological problem ended up traumatizing Karmen and placing upon her the responsibility for several murders throughout her life, causing her to constantly move from one place to another.

The idea at that time was to make her a kind of “necessary evil” in that story who would have to be managed by the other characters. Karmen's most obvious influence (which remains to this day) was the character “Kula Diamond” from King of Fighters, who despite being an adult has the mind of an innocent child, which also influenced her first original personality.

As we can see, she used a katana (me and my influence from the animes of the time) to fight, I believe it was because at the time I was enchanted by Saya from “Blood – The Last Vampire” by I.G. Studios, with designs by master Katsuya Terada. I even drew a fight between her and Leona in a relatively short story when my style had a STRONG manga influence. However, I began to mature as a reader and writer, and over time the character was reformulated in several aspects. In 2006, I began to sketch what would be the first version of the story that is now “Midnight Circus”, and I had been reading the stories of Tsutomu Nihei (a master of silent/environmental narrative) for a long time. Leona had started with her travels, but I felt that her loneliness, despite being a charm for the narrative, made the story monotonous. For some reason, Leona needed a Mathilda (those who know the subject will understand), and I confess that at first I thought about bringing Laura back, which wouldn't be a bad idea, but having a family member accompany her might not offer that empathy for a "stranger" who had no connection to her that I wanted her to gain. After all, Leona has always been quite individualistic, and caring about a family member would be something completely natural, but what about a person she doesn't know? A person whose relationship could mature to the point that she, at some point, considers her daughter?

After thinking a lot, I decided to bring a concept that I already knew very well from martial arts - the master-student relationship. Yes, I know that this concept is widely explored in several stories, especially in oriental comics. But it wouldn't be a convention if it didn't work in a way that readers couldn't identify with. So, I decided to bring Karmen back. As I mentioned in the post about “Laura,” I gave her several of her characteristics and, of course, removed her split personality disorder. Despite so many blatant changes, I kept her appearance. However, now Karmen was in fact a child. But one of the concepts I tried to keep in the girl was the issue of childhood trauma and a “something more.” So I asked myself, “What could be more traumatic for a person than a great tragedy?” With that, I began to further elaborate on the context of the situation where Leona meets Karmen as the most stressful moment of her life—the day her mother died. For those who haven’t read “Trust & Betrayal I,” SPOILER ALERT, for a long time the girl and her village suffered from constant attacks by werewolves led by Aileen Cornnell, the Wolf Queen. On one of these occasions, Karmen saw her mother being devoured in front of her and she herself was killed at that moment, however, Leona's arrival changed the course of her life, or should I say "unlife", since the child was reanimated by the witch as a zombie whose head remains attached to her neck through a necklace held by a magic padlock given to her by the Midnight Witch herself.

As events unfolded, there was no longer anything that kept the girl in the village and she asked the witch to accompany her on her travels because she could not fully understand her own condition as an undead and so that she could also learn more from Leona. Upon seeing that her condition allowed Karmen to travel through time by her side, Temporum Era did not show any reluctance, especially upon realizing that perhaps her goal in that place was to find a companion.

✒️🇧🇷

Devo confessar que além da própria Leona, que apesar de não ter sofrido grandes mudanças em sua personalidade, Karmen foi uma das personagens que mais sofreu mudanças tanto no visual como em sua história e personalidade.

A princípio, Karmen seria uma garota órfã que teria matado todas as crianças do orfanato onde morava em um incêndio devido à um transtorno de dupla personalidade manifestado por ela onde uma pessoa é uma jovem tímida, doce e tranquila enquanto a outra é uma pessoa inquieta, paranoica e cruel. As consequências desse problema psicológico acabaram por traumatizar Karmen e trazer sobre ela a responsabilidade de vários assassinatos ao longo de sua vida fazendo com que ela se mude constantemente de um lugar para o outro. A ideia nesse momento, era fazer com que ela fosse um tipo de “mal necessário” naquela história o qual teria de ser gerenciado pelos outros personagens. A influência mais óbvia de Karmen (a qual permanece até hoje) era a personagem “Kula Diamond” de King of Fighters, que apesar de adulta tem a mente de uma criança inocente, o que também influenciou em sua primeira personalidade original.

Como podemos ver, ela usava uma katana (eu e essa minha influência dos animes da época) para lutar, acredito que seja porque na época eu estava encantado com a Saya de “Blood – The Last Vampire” dos estúdios I.G. com designs do mestre Katsuya Terada, cheguei inclusive a desenhar uma luta dela contra Leona numa história relativamente curta quando meu estilo tinha uma FORTE influência de mangá. Entretanto, comecei a amadurecer como leitor e escritor, com o passar do tempo a personagem foi reformulada em diversos aspectos.

Em 2006 comecei a esboçar o que seria a primeira versão da história que hoje é a “Midnight Circus”, e há muito eu já lia as histórias de Tsutomu Nihei (um mestre da narrativa muda/ambiental), Leona havia começado com suas viagens, mas eu sentia que a solidão dela, apesar de ser um charme para a narrativa, deixava a história monótona. Por algum motivo, Leona precisava de uma Mathilda (entendedores entenderão), e confesso que no começo pensei em trazer Laura novamente, o que não seria uma má ideia, mas fazer um familiar acompanha-la talvez não oferecesse aquela empatia por uma pessoa “desconhecida” que não tivesse nenhum laço com ela que eu queria fazer com que ela ganhasse. Afinal de contas, Leona sempre foi bastante individualista, e importar-se com um familiar seria algo completamente natural, mas, e com uma pessoa que ela não conhece? Uma pessoa cuja relação pudesse amadurecer ao ponto que ela, em algum momento, considerasse sua filha?

Depois de refletir bastante, resolvi trazer um conceito que eu já conhecia muito bem das artes marciais - a relação mestre e aluno. Sim, eu sei que esse conceito é bastante explorado em diversas histórias, especialmente em quadrinhos orientais. Mas não seria uma convenção se não funcionasse de maneira que os leitores não se identificassem. Logo, decidi trazer Karmen de volta, como mencionei no post sobre “Laura” atribuí a ela várias de suas características e, obviamente, removi seu transtorno de dupla personalidade.

Apesar de tantas alterações gritantes, mantive seu visual, entretanto, agora Karmen era de fato uma criança. Mas um dos conceitos que procurei manter na menina foi a questão do trauma de infância e um “algo mais” então me perguntei “o que poderia ser mais traumático para uma pessoa do que uma grande tragédia?”. Com isso comecei a elaborar ainda mais o contexto da situação onde Leona conhece Karmen como o momento mais estressante da sua vida – o dia em que sua mãe morreu. Para quem não leu “Trust & Betrayal I” SPOILER ALERT, por um longo período a menina e sua vila sofriam com constantes ataques de lobisomens liderados por Aileen Cornnell - a Rainha Lobo. Em uma dessas ocasiões, Karmen viu sua mãe ser devorada diante dela e ela mesma foi morta naquele momento, porém, a chegada de Leona mudou o rumo de sua vida, ou eu deveria dizer “não-vida”, uma vez que a criança foi reanimada pela bruxa como um zumbi cuja cabeça mantém-se presa ao pescoço através de uma gargantilha presa por um cadeado mágico presenteado a ela pela própria Bruxa da Meia-Noite.

Com o desenrolar dos eventos, não havia mais nada que prendesse a menina ao vilarejo e esta pede à bruxa para acompanha-la em suas viagens pois não conseguia compreender totalmente sua própria condição de morta-viva e para que também pudesse aprender mais com Leona, ao ver que seu estado permitia que Karmen pudesse transitar pelo tempo ao seu lado, a Temporum Era não manifestou nenhuma relutância, especialmente ao perceber que talvez, seu objetivo naquele lugar fosse encontrar uma companheira.

Karmen Kay Karmen Kay

Comments

Exatamente, já pensei em como a história dela vai se desenrolar assim que terminar de contar a história da Leona. A ideia é que ela comece a própria aventura quando voltar à vida - sim, em algum momento pretendo trazê-la de volta à vida.

Yonami.Official

A situação da Karmen é de fato uma das mais interessantes na estória, pois tecnicamente ela está no limbo similar ao do Alphonse Elric ou da Claudia em Entrevista com o Vampiro. Ela possuiu um leque de possibilidades realmente interessante mas também pouco seguro.

EoBeMa


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