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Yonami Official Comics
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Neon Witch Evangelion

✒️🇬🇧🇺🇸

One thing that is very common for RPG players is to create characters, and vice-versa. And I was no exception, especially because some masters often offer ready-made characters depending on the scenario and campaign. But something that was (and perhaps still is) even more common in the RPG scene were adaptations for systems like D20, Storyteller, GURPS, etc.

At the beginning of my life as an RPG player, I used to go to an anime exhibition that took place in a museum in my city every Saturday. It was a meeting place for geeks/nerds to talk about anime, exchange mangas, draw, extend the time to an arcade and... play RPG. Honestly, I find this connection between artists and RPG very interesting, especially because of the creative side of things: you need to create your character, NPCs, creatures, worlds and often (when you are the only artist in the group) draw your friends' characters. We had a relatively large group at the time, especially because the anime screening “event” attracted a lot of people who wanted to watch the series and feature films that were being shown. It was practically a free movie theater for anyone who wanted to go, and in the interval between one series/film and another, some people would go to the museum’s main courtyard where the group would gather to play. At that time, I had already created the Midnight Witch and my friends knew her especially because of the fanzine I designed at the time (Requiem), and one of the masters really liked her story and ended up inviting me to play an adapted campaign that he was going to start that day. Since I had no idea what character to create (and I didn’t even know what RPG was yet), I decided to make a character sheet with her. But I didn’t know that the campaign we were going to play was Evangelion. Yes, the acclaimed series of mechas, kabbalah, angels, human psyche, etc. If I'm not mistaken, the session was supposed to be just a one-shot, but so many players showed up that day that Leona became the “13th child” (those who watched the series should be familiar with the term) and from a “one-shot”, our session became a campaign that lasted almost an entire year, forcing the game master to think of a kind of spin-off that took place after the series, which, at our table, had an alternative ending.

In the game, Leona was basically a pilot who acted as a rescue pilot in partnership with another pilot (played by an old friend of mine) because for some reason, whenever we did synchronization tests and joint actions we rolled equal numbers of successes on the dice, and ironically the master gave us the “partners” advantage, where one provided cover and the other performed the rescue. This situation reached the point that the twin angels that were faced by Shinji and Asuka in perfect synchrony ended up being taken down in the very first scenario... by the players, without any participation from the NPCs. This version resulted in a really cool design that I ended up redoing for this post. 😊

Another “legendary legend,” as we used to call it, were the players who would go to just one session and become myths remembered by players to this day, such as a character who had the fantasy of immortality. Like me, the guy had never played an RPG in his life and someone suggested this “disadvantage” so he could earn more points to distribute on his character sheet, and I have to admit that the guy took it seriously in the interpretation because he put himself at risk in every situation the GM proposed. However, in one of the scenes the guy’s life points ran out after a critical hit from one of the monsters that practically landed a vorpal cut, splitting his Eva in half after a critical dodge failure. The GM asked the player to make a “death” test, who by some irony of fate rolled a critical hit and yes... he survived. Of course, that was over 25 years ago and there are few things I will remember, but I remember perfectly that that was the time when I met the Hyper Comix guys and finally started studying to become a professional artist. But of course, that's a story for another night.

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✒️🇧🇷

Uma coisa muito comum para quem joga RPG é criar personagens, e vice-versa. E eu não fui exceção, até por que muitas vezes alguns mestres oferecem personagens prontos dependendo do cenário e da campanha. Mas algo que era (e talvez ainda seja) ainda mais comum na cena de RPG eram as adaptações para sistemas como D20, Storyteller, GURPS e etc.

No comecinho da minha vida de RPGista, eu costumava frequentar à uma exibição de animes que acontecia em um museu na minha cidade todos os sábados. Era um local de encontro da galera geek/nerd para falar de animes, trocar mangás, desenhar, esticar o rolê para um arcade e... jogar RPG. Honestamente, acho muito interessante essa conexão entre artistas e o RPG especialmente por conta da veia criativa, você precisa criar seu personagem, NPCs, criaturas, mundos e muitas vezes (quando você é o único desenhista da turma) desenhar os personagens dos seus amigos.

Tínhamos um grupo relativamente grande na época, especialmente porque o “evento” de exibição de animes atraía muita gente que queria assistir às séries e longas metragens exibidos. Era praticamente uma sala de cinema gratuita pra quem quisesse ir e no intervalo entre uma série/filme e outro, algumas pessoas iam para o pátio principal do museu onde a turma se reunia pra jogar. Nessa época, eu já havia criado a Bruxa da Meia-Noite e meus amigos a conheciam especialmente por conta do fanzine que desenhei na época (Requiem), e um dos mestres gostava bastante da história dela e acabou me convidando pra jogar uma campanha adaptada que ele ia começar naquele dia, como eu não fazia ideia de que personagem criar e (e ainda nem sabia o que era RPG) resolvi fazer uma ficha com ela. Só que eu não sabia que a campanha que íamos jogar era de Evangelion. Sim, a aclamada série de mechas, kabbalah, anjos, psique humana, etc.

Salvo me engano, a sessão seria apenas um one-shot, mas apareceram tantos jogadores no dia que Leona chegou ao ponto de ser a “13ª criança” (quem assistiu a série deve se familiarizar com o termo) e de um “one-shot”, nossa sessão se tornou uma campanha que durou quase um ano inteiro fazendo com que  o mestre da mesa precisasse pensar num tipo de spin-off que se passava até depois da série que, na nossa mesa, teve um final alternativo.

No jogo, Leona era basicamente um piloto que agia como piloto de resgate em parceria com outra piloto (interpretada por uma velha amiga minha) por que por algum motivo, sempre que fazíamos testes de sincronização e ações conjuntas tirávamos sucessos de números iguais nos dados, e ironicamente o mestre nos deu a vantagem “parceiros” onde uma dava cobertura e a outra realizava o salvamento. Essa situação chegou ao ponto que os anjos gêmeos que eram enfrentados por Shinji e Asuka em perfeita sincronia acabaram sendo derrubados logo no primeiro cenário... pelos jogadores, sem participação nenhuma dos NPCs.

Essa versão rendeu um design bem bacana que acabei refazendo para este post. 😊

Outra “lenda lendária” como costumávamos chamar, eram os jogadores que iam em apenas uma sessão e se tornavam mitos lembrados até os dias de hoje pelos jogadores, como por exemplo um personagem que tinha a fantasia da imortalidade. Que nem eu, o rapaz nunca tinha jogado RPG na vida e alguém sugeriu essa “desvantagem” pra ele ganhar mais pontos para distribuir na ficha, e devo admitir que o cara levou isso a sério na interpretação pois se colocava em risco em todas as situações que o mestre propunha. Porém, numa das cenas os pontos de vida do cara se esgotaram num acerto crítico de um dos monstros que praticamente acertou um corte vorpal, partindo o Eva dele no meio depois de uma falha crítica da esquiva. O mestre pediu o teste de “morte” para o jogador que por alguma ironia do destino tirou acerto crítico e sim... ele sobreviveu. Claro, isso já faz mais de 25 anos e são poucas coisas que eu vou me lembrar, mas eu me lembro perfeitamente, que essa foi a época onde conheci a galera da Hyper Comix e finalmente comecei a estudar para me profissionalizar como desenhista. Mas claro, essa é uma história para outra noite.

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Comments

É muito bom ver como coisas que parecem tão deslocadas do trabalho, como hobbies, acabam se tornando pilares importantes para compreender a formação de uma pessoa. E isso vai além de coisas relacionadas ao trabalho também. Infelizmente não tive contato com coisas como RPGs e eventos quando mais novo, mas de certo modo o sonho de participar desses eventos também acabou me influenciando de certo modo. E os designs estão ótimos, principalmente como encaixou o pentagrama ali eheh.

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